sexta-feira, 9 de setembro de 2011

.. depois da tempestade? vem a enchente...

09 de setembro de 2011. Certamente mais uma data que marcará a história de muitas pessoas.
A repetição dos fatos, as mesmas ações, as mesmas tragédias.... éh, e mais uma vez estamos assim, de mãos atadas, restando-nos esperar.

É de conhecimento de todos que após a grande tragédia de 2008, Blumenau e região sofrem frequentemente com os grandes volumes de água, bem como os riscos de escorregamentos de encostas.
Três anos se passaram, e estamos rependindo a cena, porém com novos protagonistas e novos números.

É torturante observar o quão poderosa a natureza pode ser, e de que forma ela atua. As coisas já não são como antes!!!
Observar a vida, a história e o motivo de viver de muitas pessoas indo embora com a água...
O que fazer então? me perguntei várias vezes... e por mais que me pergunte... não chego a resposta alguma... não há como chegar...
Talvez a palavra da vez, seja PACIÊNCIA ou SOLIDARIEDADE, ou melhor até HUMANIDADE!!..
só isso que posso disser, só isso que me resta disser...
É chegada a hora de mostrarmos nosso lado Humano!!!
FORÇA TURMA!!!
... e que Deus nos Ajude...

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Sanitarismo

Indo para a faculdade esta manhã, lembrei das aulas de história e de como elas eram. E no meio disso tudo surgiu um tema que, particularmente, acho interessante: o sanitarismo.
O sanitarismo foi "implantado" e diversos lugares e em diferentes épocas.
Ruas medievais que antes eram estreitas e escuras, foram rasgadas por grandes avenidas de circulação (isto aconteceu para que se tivesse maior controle da população e como agiam - o crime por exemplo, onde as ruas estreitas se propiciavam como esconderijo para mal feitores).
Certo! mas isso estudamos em história e faz tempo que aconteceu, não é?... pois bem, eu digo... ERRADO! AINDA ESTA ACONTECENDO, E DE PIOR FORMA!
Até o método do sanitarismo evoluiu sem perder suas vertentes.
Podemos ver isso nas grandes avenidas, túneis, estradas que são impostas as configurações do lugar passando por cima de tudo e todos (afinal o caminho mais curto entre dois pontos é uma reta).
Morros são desmanchados, rochas são implodidas e matas são devastadas.
A maioria se tornou o alvo e a minoria se tornou o "sanitarista".
Órgãos de competência pública deixam de lado estudos de impacto feitos por especialistas e mestres no assuntos.... e apenas vão lá e constroem (me lembro da transposição do Rio São Francisco aonde a política prevaleceu a inteligência e a razão).
O circo está pegando fogo! mas e daí?...
Sei lá... mas as coisas andam malucas no nosso tempo, onde mesmo sabendo dos riscos que ações desse tipo nos causam, ficamos ali..... parados.... olhando.... aceitando.

                            -Papel do arquiteto conceitual, do aquieto caolho, que enxerga o errado e propõe o 
                              melhor.... que ainda sabe que a sua prancheta não um espaço em branco, mas sim que
                              vê além, e que usa isso para gerar o bem comum.-



sábado, 3 de setembro de 2011

E os diferentes olhares....

É curioso parar para pensar no quanto a arquitetura influência na convivência do homem e consequentemente pontua suas ações.
O "criar um espaço"e fazer dele um lugar tão bom na qual eu não queria mais sair, apenas queira ficar e permanecer ali torna a arquitetura uma arte de malabares, ainda mais quando tratamos do espaço público como objeto de análise.
Afinal é no espaço público que a frande demanda da população permanece.
Portanto ai surge a questão: Como sintetizar em um espaço edificado os anseios, desejos, alegrias, sentimentos, sensações, visões de tantas pessoas, e ao mesmo tempo?
ARTE DE MALABARES!!!

O grande diferencial dos espaços se demonstram dependendo dos diferentes olhares que foram lançados sobre o lugar (como o lugar se comporta).
Não existe fórmula!!! Deve-se apenas observar e deixar que o lugar mostre o que ele precisa...
Acredito que isso pode ser classificado como a real arquitetura, aonde eu apenas dou uma resposta (coerente) ao pedido que o lugar está me fazendo.
A normal troca de relações entre espaço e o homem, coisa que não deve ser esquecida e sim aprimorada.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

E o passado aonde fica?...



A pouco tempo atrás vi um situação bem comum nas cidades se repetir....
Uma pequena capela construída nos anos 70 foi demolida para dar lugar uma espetacular, linda, formosa RÓTULA...
Fiquei indignado com a capacidade e esperteza da prefeitura ao realizar tal monstruosidade, sem nem sequer levar em consideração o aspecto histórico do lugar e a importância que tinha para a comunidade.

Pois é... com o passar dos modernismos e pós-modernismo chegamos nisso: a renegação no passado para um futuro incerto....
Mas afinal, como podemos construir um futuro sem notarmos o seu passado, e a sua importância?
Não sei como, mas pelo jeito tem gente que consegue... E consegue bem por sinal, afinal quem tem mais poder, o Povo ou órgão político/público?... (deveria ser o povo)
O que me assusta é que essas coisas acontecem a rodo por ai a fora, e nada se faz.
As pessoas devem aprender que a vida já percorreu, e percorre, e percorrerá a história para sempre, e que isto precisa ser registrado de algum modo - BEM REGISTRADO.

Este Urbanismo e modelo de cidade que derruba o que tiver e é reconstruído só mostra a incapacidade de planejamento, de criatividade, de arquitetura e principalmente... de HUMANIDADE... e sem isto, por que chamar de cidade? então chamaremos de terreno apenas, pois é mais apropriado, afinal o " terreno" deste modo não tem dono, não tem urbanidade e não tem humanidade.
E deste modo o povo vai perdendo sua identidade, e deixando coisas que marcam para trás... se perdendo..
matando a cidade...

O QUE É SER HUMANO? O QUE É SER

Jardins da Babilônia...



O sustentável, o ecológico, o auto-suficiente estão tomando parte na arquitetura mundial, logo ela aparece pelos cantos do Brasil também.
A discussão sobre tais temas nunca foi tão abordada como agora. Milhões de artigos publicados, centenas de livros lançados e muito questionamento gerado... e.... pouca prática.
A deficiência do ensino de implantar uma arquitetura mais ecológica esta sofrento grandes mudanças, mas está avançando.
Para quem ja assistiu o filme "tempos modernos" do glosioso charlie chaplin, percebe o crescimento desordenado da indústria e de seus efluentes...e eles crescem... e crescem.. e se multiplicam...
A arquitetura tem como um dos principais objetivos "cicatrizar essas feridas" que chamam atenção, seja pela gorsseira apropriação de locais de preservação, seja por liberação da própria justiça para estes casos (então podemos lembrar da nova lei que se discute - a faixa de preservação de 30 metros que querem reduzir para 15... LOUCURA!).
Mas o que realmente quero mostrar com essa discução, é o triste fato de uma sociedade globalizada.
Me arrisco a disser que um dos principais culpados é o orgão que gerencia a cidade. Muito me questiono sobre quem ocupa lugares nesses orgãos - sempre tive em mente que leis devem ser decididas por quem entende do assunto, e ai vejo advogados, socialistas e outros mais formulando leis sobre planejamento da cidade, e ai me pergunto de novo... COM QUE DIREITO? como argumentar algo se não temos a questão clara em nossa própria concepção? cada área com suas leis e com seus verdadeiros representantes...

A relação "Dar e receber" sempre fio válida, e em certo ponto o homem esqueceu de cumprir sua parte... sim, porque esqueceu que também é um ser animal e que faz parte de um habitat... em derminado contexto se tornou superior. (em que?)
Vemos a tentativa da cidade de São Paulo na busca por áreas verdes que são rarefeitas no lugar e junto com isso o aviso de CUIDADO... afinal não planejar a cidade ou o espaço é projetar um " Deus dará"...
ah! e é importante planejar sabendo que o improviso existe.. porque a cidade está em constante mutação e por isso nada é certo... tudo muda.


Verde é qualidade de vida e sempre foi... quem disse o contrário?...

domingo, 17 de abril de 2011

....Bom dia

Com a colaboração de uma super amigar, ai vão dois pensamentos interessantes...

"Não basta termos uma ideia, mas proporcionar o encontro entre ideia e construção."
( L. Khan)

" O valor do conceito está na sua capacidade de transmutar-se em ação construtiva, inserir-se no mundo e modificar a existência e a história dos homens." (Carlos Antonio Leite Brandão)
(Méritos a Simone)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O Arquiteto Caolho

Depois de um tempinho ausente.. voltei com mais algumas " idéias" pra discutir.....
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" Na terra de cego quem tem um olho é Rei!"
Todo mundo já ouviu isso em algum momento da vida não éh?... Então, depois de uma conversa com meu professor tive a inspiração para este post.
A cada semestre a universidade "joga no mundo" os recém formados, os quais geralmente saem cheios de grandes anseios e perspectiva, MAS quando se deparam com situações conflitantes acabam se rendendo ao Mercado e as suas leis...
Por isso comecei este post com esta citação famosa, por que afinal ela se aplica bem a arquitetura.
Considero e acredito nessa frase. MAS PORQUE?
Bem... na universidade aprendemos os conceitos, os valores, as normas... de tudo um pouco e aplicamos a projetos que não saem do papel (o que ao meu ver é um erro - não ter um previsão de custo), porém os APLICAMOS, então por que não são aplicados quando o arquiteto cai no mercado de trabalho?...
Não sei se entendem o que quero expor... mas me indago nessas questões.
Acredito que o arquiteto que consegue aplicar seu conceitos e valor no projeto, se torna um arquiteto um pouco mais além, tendo em vista que isto não é nada fácil.
Penso também que o arquiteto é um ser em constante construção... seu aprendizado nunca termina, apenas se renova e justamente por isso fico pasmo ao ver a " poda" da construção conceitual fora da universidade.
Claro que isso acontece por muitos motivos, seja cultural, regional ou apenas uma questão de ensino que , se for por este último motivo, devemos revê-lo.
É uma discussão longa que ainda renderá assunto... mas tive que começá-la...